Existe a necessidade de compreender a arte?
“Existe necessidade de compreender a arte? Não é suficiente olhá-la e senti-la? O que devo fazer para conhecer a obra que está diante de mim? Em que condições me sentirei autorizado a dar um parecer sobre ela? Existe uma maneira de situar-se corretamente? Para que servem as metodologias de análise? Quais os objetivos da metodologia aplicada?”
Me deparei com essas questões no exercício final da disciplina análise das linguagens contemporâneas I e comecei a refletir como nós estudiosos das artes nos confrontamos com esses questionamentos todos os dias.
Inspirada pelas reflexões que fiz como aluna desta disciplina e como monitora da discplina tópicos em arte moderna pretendo iniciar com esse post reflexões sobre a arte moderna, também sobre a arte contemporâne e seu diálogo com a história das artes visuais e com outras linguagens artísticas.
Hoje vou postar (sem nenhuma pretenção) o texto que escrevi para apresentar como resposta para essas primeiras questões do exercício final de analise. Espero que nos faça refletir.

“Sim, existe a necessidade de compreender a arte. Antes da modernidade uma experiência estética de contemplação era o suficiente para compreender e apreciar uma obra de arte. Após o processo de transformação que a arte passa com as vanguardas somente a experiência estética (dos sentidos) já não é mais suficiente para a compreensão e fruição de uma arte que nem sempre é bela, que já não está mais a serviço de um texto nem da realidade. Para entrar no repertório da arte moderna e no repertório da contemporaneidade é necessário cultivar uma expansão dos sentidos utilizados na experiência estética. Também se faz necessária principalmente uma experiência crítica na qual o sujeito não só recebe a arte, mas recebe, processa e opina. Esta experiência crítica necessita de métodos analíticos que ajudam a entrar no repertório da obra.
Na arte contemporânea principalmente, a “poesia” (no sentido expandido do termo proposto por Jean Cocteau) pode não estar no objeto ou ação resultante então se faz necessária uma busca pela poesia. No processo de busca pela poesia não basta ver e sentir, é necessário saber, esse processo possui um caráter cientifico, não está apenas nos sentidos e nos sentimentos. A busca pela poesia requer análise. Analisar significa decompor o corpo complexo e depois voltar a compor e para isso são necessário métodos. Os métodos funcionam como uma caixa de ferramentas usadas na análise da arte.
Existem diferentes métodos um exemplo deles é o método Formalista. As ferramentas utilizadas pelo método Formalista dão conta da arte antes do séc XX, mas essas ferramentas sozinhas não dão conta da arte contemporânea. O método mais adequado na análise da arte contemporânea é o método Poiético, esse método não abre mão de nenhuma ferramenta, ele acompanha a dinâmica da obra.
A compreensão da obra sob todos os seus aspectos não é possível, mas o interessante é justamente o processo analítico que ajuda a entrar no repertório da obra sem enclausurá-la ou reduzi-la a conceitos e definições.”
Clara Habib

Muito bom, miguxa… e.. totalmente relevante!
Se vc diz que é relevante eu acredito!!!
Hummm..nao sou um catedratico em artes…mas d’uns tempos pra ca isso vem me interessando bastante, assumo q nao posso dizer se isso e relevante ou nao..mas q ta mt bem escrito ahhh isso ta….
hehehehe
O curioso é que me meti em uma discussão dessas com o meu irmão esses dias ele, mestrando na multimeios da Unicamp. Originou um texto meio contundente no blog que mantenho.
Penso que a arte; além da experiência sensorial, embora banalizada em alguns aspectos; hoje carrega uma responsabilidade social maior do que em qualquer tempo há muito passado. Todas as informações que recebemos em nosso dia a dia hoje está permeado de “entrelinhas”; algumas sutis, outras nem tanto. Mas a informação midiática sempre é dotada de alguma forma de intenção.
A arte de certo modo – não colocando no mérito da discussão a “estética” ou falta dela – é o único veículo de livre expressão disponível ás pessoas, que em essência é apartidária, sem ideologia embutida e nem idéia pré-concebida; estas, dependendo unica e exclusivamente do receptor; no caso, quem aprecia a obra.
Deste modo, penso eu; que a arte é a única coisa capaz de fazer frente ao establishment vigente; que dita o que é o correto, o que é o errado, o que somos e “como” devemos ser ou pensar.
A arte induz a reflexão. E a reflexão oriunda da arte, é de caráter íntimo, pessoal; não maculada, portanto, não pré-direcionada a algum objetivo que seja alheio ao próprio “ser”.
Oh filha, aprende a escrever português… Que vergonha…
Primeiramente, antes de julgar os outros veja os seus próprios erros.
O imperativo do verbo aprender é aprendA e depois de reticências não se usa letra maiúscula!
Reticências também não funcionam como pontuação final em uma oração!
Ahhh…além de tudo vc deveria usar uma preposição antes da palavra português.
Vou reescrever corretamente o seu comentário:
Oh filha, aprenda a escrever em português…que vegonha!
Pois bem, acho q o Sr. deveria prestar mais atenção no conteúdo do post e não em pequenos errinhos q todos nós estamos passíveis de cometer, inclusive o Sr, pois em menos de 2 minutos consegui identificar 4 erros básicos em uma só frase q vc escreveu!
Não q isso tenha mta importância pra mim…hj em dia vários estudos de linguística vem questionando essa rigidez gramatical. Você devia se antenar um pouco mais!
Abraços!!!
Muito bem eu achei o máximo. Bjs
Obrigada!!! Bjus…